"Que as luzes se acendam e que a gente possa brilhar*..." Brilhar no espetáculo da vida, e que nossa existência seja regada a muitos sucessos e nunca deixemos de lutar pelo que acreditamos... "Me atiro do alto e que atirem no peito, da luta não me retiro*..."
*Trechos de músicas dos artistas Vander Lee e Fernando Anitelli






sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus Ano Velho! Feliz Ano Novo?!



    Em 2012 num vai mudar muita coisa. Teremos as mesmas guerras travadas pelos mesmos motivos (torpes), mudarão provavelmente apenas os rostos e as bandeiras. Vamos continuar destruindo desenfreadamente nosso planeta... O povo continuará sofrendo com a miséria, a fome, a pobresa e todas essas mazelas que conhecemos muito bem. A corrupção será a mesma, assim como os responsáveis por ela, e nós continuaremos a reclamar pelos cantos, e chamá-los de sem vergonha... E continuaremos também a receber alguns trocados em troca de votos, ou tijolos, ou dentaduras... E continuaremos a nos sentir melhores do que eles, afinal eles roubam milhões e nós aceitamos apenas pequenos agrados... Faz sentido?
    Em 2012 continuaremos a tentar tapar o sol com a peneira, e derramar óleo nos rios, a cortar madeira pra fazer carvão, papel, banquinho, cama, lápis, cabo de faca, e qualquer outro utencilio necessário ou não. E não sentiremos remorso ou arrependimento algum por queimar áreas de mata para plantar soja ou criar gado... Ambos são importantes para a economia do pais. E continuaremos a morrer nas enchentes, ou nas filas de hospital, ou nas mãos de algum drogado perambulante. Alguns morrerão de morte natural (com um pouco de sorte). E colocaremos mais grades nas portas e janelas, mais cacos de vidro nos muros, mais alarmes nos carros, e tem uma blindagem nova no mercado que é mais "barata", você deveria pensar no caso.
    Em 2012 continuaremos a acelerar particulas e esperar que nada dê errado, mandaremos mais brinquedinhos bilhonários para marte para saturno, urano, e onde mais ja tiver passado um rio... Passaremos a comercializar bombas atômicas no atacado e com fé em Deus até no varejo, é emocionante quando coisas úteis chegam ao alcance da população... Imaginna, quando o vizinho liga o som naquela altura as 2 da manhã, você joga uma bombinha no quintal dele e tudo fica um silêncio só, e toda a vizinhança e porque não a cidade poderá descançar em paz. Continuaremos escondendo coisas importantes da população, mas que são para o bem de todos e felicidade geral da nação.
    Em 2012 seremos ainda mais hipócritas, levianos, insensíveis, individualistas, egoistas, alpinistas sociais, crescerá o número de sociopatas, de delinquentes juvenis, de transtornos piscicologicos, mas crescerá a economia também e isso torna todo o resto desimportante. Continuaremos sendo a sociedade do capital, e aumentará o poder de compra do consumidor, e suas dividas também, e o salário, e a inflação e os juros e todo o resto. Bonito ver como tudo cresce né?!
    Enfim, em 2012 o mundo acaba, a galera se muda pra marte ou pra lua, ou pro raio que o parta. O que é uma pena, porque eu tava ansioso pela copa no Brasil! Mas quem sabe da tempo de construir uns estadios no planeta vermelho né...

Afora toda a ironia, desejo a todos nós esperança, que ela nunca nos falte e sempre se renove, pois com ela as coisas são difíceis, sem ela seriam intragáveis! Vamos a luta por um 2012 tragável!
Happy new year! (O que quer que isso queira dizer)



Di Alencar

sábado, 10 de dezembro de 2011

♪ ♫ ♪♪ ♫...





Rogo a ti ó santa música que me transborda, que carrega em suas bravas ondas toda calmaria do mundo e que leva pra longe de mim todo que há de me entristecer! Soe seus sons por toda parte para todo sempre!  Amém!



Di Alencar

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Essa é a vida!




A vida é um espetáculo! É a arte de colecionar coisas... Colecionar experiências, de colecionar sorrisos, lágrimas, orações, tristeza, felicidade, amor...  Há quem colecione diversão, quem colecione desamor, amargura... Seja como for, o importante é colecionar, reúna o máximo de itens que você conseguir... E se quiser dividir, divida-os! Se quiser guardar, guarde-os! Se quiser esconder, esconda-os! Mas não os esqueça! Coloque tudo naquela estante, mas não deixe empoeirar, volte lá e reveja tudo, mantenha-os limpos e sempre ao alcance dos olhos. Faça a vida valer a pena! Se tiver vontade de cantar, cante! Se, é dançar que você quer?! Dance! Quer viajar? Viaje! Pra viajar não precisa nem sair de casa! Viaje nos seus sonhos, viaje nos seus pensamentos, anseios. Faça o que tiver que fazer o que te faça se sentir bem, se sentir vivo! Seja o artista principal do seu espetáculo, e se for coadjuvante, seja o coadjuvante! Fotografe tudo, e se não couber mais naquela estante, pendure nas paredes de sua existência... Não se prive, não deixe qualquer um lhe tirar o ânimo! Sorria... Nada melhor que colecionar sorrisos! E quando for de chorar, chore... Chore até não ter mais força... Esvazie toda a tristeza pra que você possa se encher de alegria em seguida... Fotografe isso também, sempre é bom lembrar pelo que realmente vale a pena sofrer! Distribua as gentilezas que recebeu... Não, gentileza não se guarda! “Bom dia”, “boa tarde”, “por favor,” nunca faltarão na sua estante, então não tenha pena de gastá-los... Reserve um lugar pras desventuras e pros desafios também, eles te ajudam a crescer.
Colecione! Viva esse espetáculo! Seja feliz... Porque tristeza é consequência, mas a felicidade é uma escolha! Depende do ponto de vista...



Di Alencar

domingo, 4 de dezembro de 2011

A estrada é pra caminhar...





Talvez continue sozinho...
Ou não...
Talvez o caminho encerre de repente, ou talvez quando achar que não tem pra onde ir ou que está perdido descubra que o caminho é o mesmo, é apenas a paisagem que está mudando!
E você continua em frente...
Mais e mais e mais...
E talvez encontre o que procura...
Ou não!
Apenas continue caminhando...
O importante são os desafios e as experiências adquiridas no caminhar, onde chegamos é apenas uma conseqüência.



Di Alencar

sábado, 26 de novembro de 2011

Enquanto isso no Pará...



Com todo respeito a quem tem organizado as frentes relacionadas à votação do plebiscito, mas convenhamos tem sido de uma superficialidade deprimente. É um blá, blá, blá insuportável... Sinceramente, se eu não tivesse minha opinião formada sobre o assunto garanto a vocês que não seria a propaganda da TV que iria me ajudar na decisão, talvez até ajudasse, mas a votar nulo... Se há argumentos sólidos de ambas as chapas para defender seus interesses, esses argumentos foram guardados pra si, porque o que tenho visto na TV não é nem de longe um debate... É um arranca rabo digno de uma discussão de boteco (e olha que algumas conversas de boteco ainda chegam a ter mais substância). Alguns fatos são distorcidos, leis interpretadas equivocadamente, literalidades muito maldosas a fim de confundir a cabeça do eleitor... Eu esperava mais, nem sei por que, mas confesso que fiquei surpreso. Então minha gente, antes de votar procure um pouco mais de informação a respeito do assunto e principalmente tome muito cuidado com o que vem sendo mostrado na TV.


Nota.: Deixando claro que esse texto não é uma manifestação em prol de uma ou de outra ‘chapa’, mas sim uma manifestação contra a vazies das fontes de informação a respeito do assunto, informações essas que podem ajudar a decidir o futuro de 7 milhões de Brasileiros.



Di Alencar


sábado, 12 de novembro de 2011

Sobre meus passos...


É que eu prefiro continuar caminhando, porque a vida não para... Diante dos desertos da vida desistir não é uma opção!



Di Alencar


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Amanhã... Será?




Vai, corre pro horizonte... E sorri, e sonha, e vive ... Porque o amanhã não chegou, e quem garante que ele virá?  ‘Amanhã... Será?’



Di Alencar

sábado, 5 de novembro de 2011

Olhos encantados



            Já nasci poetizado! Faço poesia o tempo todo... Não aquela poesia que se escreve... Não, nunca tive essa pretensão (nisso eu apenas me aventuro toscamente)!  Me refiro a poesia da vida! Nessa sim tenho profundidades... Deus me deu a graça de ver poesia em tudo... Poesia tá numa pedra tortinha que rola no chão, no olhar de uma criança (essas são especialistas no assunto), no cantar de um grilo, no vôo de uma borboleta, no balançar das arvores quando tocadas pelo vento... Eu tenho poesia nos olhos!  Já poetizei vira-lata de rua, árvore seca (elas são lindas), formiga... E não tem hora e nem lugar, num piscar de olhos o mundo se pinta todo de poesia e ascende... O que é rasteiro se celesta e começa a brincadeira! A lua é minha parceira de ‘crime’, vez por outra aparece e a gente sai revirando as coisas do avesso... Dia desses ficamos escondidinhos olhando o vento namorar as folhas das árvores... As folhas se riam a cada caricia do vento e aplaudiam a cada vez que ele passava! E de uma hora pra outra se puseram a dançar pra lá e pra cá... A lua sorriu... Achei legal! Ai o mundo se acinzenta algumas vezes, mas a tristeza humaniza e aguça a inspiração... E sigo fazendo poesia... Queria eu poder escrevê-las da forma exata que as vejo, não acho possível... Talvez nem todo o talento literário conseguisse transmitir a beleza dos momentos que poetizei/poetizo...

                                                            ...


        
               Com meus olhos encantados encantei o mundo inteiro!




Di Alencar


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Hoje é dia de viver!




“Vida louca vida, vida breve...”


Vocês sabem que dia é hoje? Não acredito. Tenta um pouco mais... Ainda não lembrou? Certo, eu conto... Ora, hoje é seu dia, é meu dia, é o dia de todos nós... “Ah, achei que fosse aniversário de alguém ou alguma data comemorativa.” E quem falou que o dia de hoje não deve ser comemorado? É claro que sim, levante-se, vá até a rua, olhe o céu, e as pessoas e as coisas, apreciemo-nas. Comemore, pois hoje é seu dia de viver, é mais um dia para se viver, quem sabe quantos mais teremos (Deus queira que muitos). Parabenize-se! Olhe-se no espelho, sorria pra si e diga: Parabéns por mais um dia, eu te amo! Quantas vezes você já disse pra si que se ama, a quanto tempo você não para pra se cuidar um pouco? Que tal hoje... E se estiver feliz que maravilha, transborde essa alegria e contagie quem o cerca... E se você está triste transborde-a também, não a guarde pra si, não cometa esse erro. A tristeza e a alegria são sentimentos que quando nos preenchem tem o habito de escorrer pelos olhos, então não os impeça. Sorria para o sol e se estiver nublado saúde as nuvens, e se te chamarem de louco ria! Não se refreie diante do preconceito alheio, viva sem medo de ter medo! Seja feliz e se permita ser feliz... E se não for possível, chore até esvaziar sua tristeza e se sentirá bem melhor no dia seguinte, talvez até seja chamado de louco ao ser pego dando bom dia ao sol! Seja um bobo, eles são mais felizes! Acredite, eu sei! Se distraia de vez em quando, esqueça de alguma coisa, utilize-se do direito de ser imperfeito... Máquinas têm a pretensão de serem perfeitas... Como são chatas as maquinas! Cometa erros e aprenda com eles, é bem mais produtivo que tentar não cometê-los e ser dominado pelo medo. É simples, é só ser feliz e ficar triste e chorar e sorrir e amar e viver... E quando complicar, siga em frente sem medo que já já descomplica!




Di Alencar

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Existenciamentos



Vivo por ai ladeando as existências que ‘criei’ pra mim. Tentando compartilhá-las, comungá-las, entende-las até. Entender é por vezes mais trabalhoso, então me dedico um tanto mais a ladear tudo, pra poder observar hora dessas. Numa passada de vista notei que existo em preto e branco... Sabe caminhante assim, sem rumar pra qualquer lado. Despreocupado, estanque, sem maior destacamento especial... Perambulante (realmente, tem dias que tanto faz)! Existo também em tons de sépia... Nostálgico, observante, apaixonado... Comtemplante! Ai tem dia que o vermelho me acena, e saímos por ai de mãos dadas manchando as outras cores, pra ver o resultado...  Dia desses me sujei de branco, pra ver no que é que dava. Será que alguém me viu? Tomara que não. Outro dia resolvi brincar de ser palavra, e fui de lá pra cá me escrevendo em tudo. Foi divertido! E é assim, acordo e elas me convidam pra uma nova viagem... Ontem fui música! Me cantei o dia inteiro, até perder a voz e adormecer... Hoje fui convidado a brincar de poesiar, achei legal! To palavreando tudo até agora... E percebi que a poesia limpa os olhos, coloriu meu dia logo cedo... Olhos coloridos ajudam a palavrear as coisas e as pessoas. Tive a idéia de acordar azul amanhã, e talvez eu acorde... Ou talvez tudo fique preto e branco... E se ficar eu não preocupo, porque hora dessas ‘alguém’ me acena e chama pra brincar... Seja como for eu vou por ai Ladeando meu existir e buscando uma forma de melhor vivê-lo... Talvez eu consiga!


Di Alencar


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Uma noite dessas...





Olhando pro céu essa noite me dei conta que há muito tempo não paro um pouco pra sentir a vida... Sentir o cheiro da noite, o som dos aplausos de minhas árvores vizinhas toda vez que a lua sai e sentir a força da lua (e cá pra nós, como e forte e maravilhosa a lua).  Olhei pro céu essa noite e o que vi foi a lua graciosa e solitária se aproximar daquela estrela numa tentativa talvez de conjecturar sobre o motivo do sumiço das suas companheiras. Fiquei a observar tentando ouvir sobre o que conversavam... Falavam baixo, não consegui ouvir. Perguntei pra lua onde tava todo mundo, ela não soube responder. E de repente me deu uma saudade daquele dia, aquele único dia em que acordei no meio da madrugada, sai de casa e olhei o céu ainda escuro... A imagem mais linda que meus olhos já viram... Senti-me tão privilegiado aquele dia, todas aquelas estrelas regidas pela lua que parecia maior naquela ocasião.  Ah que saudade da simplicidade do interior!

[...]

            Olhei através da janela essa noite e vi o céu todo pintado de solidão...



Di Alencar



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tá difícil....




                      Ta difícil acomodar... O bem estar que a poesia me trás tá me faltando... O estomago embrulha, a cor perde contraste... Se você sente o mesmo quando olha pra esse mundo que a gente vive, pelo amor de Deus grite, mesmo que em silêncio caso contrario corre o risco de sufocar! É gente se matando por dinheiro por (pseudo) amor, por ódio, por interesse... A vida não tá valendo muito coisa por esses dias, tá ficando repetitivo nos meus textos, mas alguém me responda: quando nós vamos perceber que a vida (tanta a nossa quanto à alheia) é importante, e que precisamos valorizá-la acima de tudo? Quando é que nós vamos passar a nos respeitar e parar com essa mania inconsequente de se importar apenas com o próprio umbigo? Tô desenvolvendo um asco por telejornal e não vai demorar muito pra isso se transformar em intolerância... E não é só pelos telejornais, mas pela TV em geral (principalmente a aberta). Noventa por cento do que é transmitido hoje se resume a lixo, superficialidade e alienação. Vão drenando a capacidade que temos de nos organizar, de reivindicar e vai tudo sendo substituído por um comodismo revoltante... Porque povo desunido é mais fácil de ser vencido. Não tá tudo perdido, ainda existe uma fagulha acesa dentro de nós. Um bom exemplo foi a cena do hino nacional sendo cantado por quarenta mil vozes lá no mangueirão, foi realmente emocionante e chamou a atenção de todo o país, mas que tal se nós drenássemos aquela energia também para outros tipo de manifestações públicas? Se quarenta mil pessoas saíssem a rua todos de verde e amarelo cantando o hino e reivindicando o que nos é de direito, como educação de qualidade, saúde, moradia, segurança e tantas outras coisas que estão completamente sucateadas e esquecidas. E que fossem 40 mil no primeiro dia, e 100 mil no segundo e 500 mil no terceiro e 1 milhão e assim por diante... Garanto que alguém teria que nos ouvir! Façamos como os trabalhadores franceses em 2010, que diante das decisões arbitrárias do governo em relação as leis trabalhistas, saíram as ruas para protestar, primeiramente 5 mil, no dia seguinte já eram 50 mil e assim foram até que em poucos dias já eram milhões de trabalhadores nas ruas em protesto (pacifico sem quebra-quebra). E se fizeram ouvir! O governo se viu obrigado a recuar de suas decisões. Os correios estão em greve, os professores e os bancários também e o que é que o povo diz? Que é uma cambada de vagabundo que num quer trabalhar e ficam prejudicando os outros... Vamos ter um pouco mais de sensibilidade.  Fico indignado com estes que se deparam com manifestos populares e protestos e debocham ou fazem pouco caso, e não percebem o quão hipócritas e indiferentes estão sendo consigo mesmos, já todas essas questões são de interesse coletivo. Rogo pra que nunca percamos a esperança, pois so ela pra nos dar força pra continuar em momentos como esses.


"Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários..." Caio Fernando Abreu


Di Alencar

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Aquelas Reflexões





“Agora é assim, de um lado a poesia o verbo a saudade. Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo e incerto, depende de como você vê...”


É incrível como algumas poucas frases podem nos trazer de volta ao chão... Um conjunto mal estruturado de palavras e pof... Você vai ao chão como um pássaro atingido durante o voo. Então você lembra como o solo é duro e como estava despreparado para encarar um pouso de emergência, tão despreparado que você simplesmente não pousa, cai. Quem nunca esteve voando por ai quando foi atingido por aquela frase hedionda ou mesmo por aquela única palavra que de tão solitária e aguda não te permite reação... Você apenas se sente vazio, o chão some e no segundo seguinte retorna de tal forma que faz latejar os pés... Dor... É exatamente disso que se trata. Dói! E por doer, dilacera... E por dilacerar arrefece... E por arrefecer desencoraja... E por desencorajar se autodestrói. Por isso quero lhes contar um segredo: dói, mas não mata! E é nesse exato momento que continuar sofrendo se torna uma escolha. Levar uma rasteira e cair está aquém de sua vontade, mas continuar no chão ou levantar, isso é escolha sua. Diante da dificuldade há quem sente e chore, eu prefiro seguir caminhando... É possível chorar e andar ao mesmo tempo.


Nota de um observador : Dia desses alguém me disse: “cara teu blog é legal, mas tu escreves cada coisa que num tem nada a ver.” Questão de ponto de vista! Meus textos são minha válvula de escape, quando algo está cheio e não tem vazão, esse algo explode... Eu escrevo.


Eu ia explodir, mas eles não vão ver os meus pedaços espalhados por ai.”


Di Alencar

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A voz do silêncio...

       

         Essa mania de conversar com o silêncio engrandece... Sábio, muito sábio! Como diz Manoel de Barros “só as coisas rasteiras me celestam...” Algo mais rasteiro e celeste que o silêncio? Um conselho? Dê valor ao seu silêncio, pois o mundo não silencia... Amo a música das coisas, do mundo, mas preservo meu silêncio, sempre! O silêncio me reflete, me pensa, me torna ser que é. O silêncio me questiona e me responde. O silêncio me revela, me transborda, me refaz... Meu silêncio me constrói... O silêncio me continua! O silêncio me alimenta a idéia... Ele é reticente, sua maior característica talvez... É no silêncio que me perco! E quando descobri que é me perdendo que me encontro, fiz do silêncio a minha lei... E quando o cantar da existência atormenta é no silêncio que me refugio! No entanto tenha cuidado, use o silêncio a seu favor, não deixe que ele o aprisione...





Di Alencar

sexta-feira, 13 de maio de 2011



“O céu já foi azul, agora é cinza e o que era verde aqui já não existe mais...”

            É bom lembrar-se bem desses singelos versos escritos por Renato Russo, pois em um futuro não muito distante talvez tenhamos que agregá-los ao hino nacional. Porque o que era verde aqui, desaparece diuturnamente  e numa velocidade absurda. E agora a notícia é o código florestal, que pretende dar mais abertura para que a devastação continue. E por quê? Pra que? Para atender a demanda comercial da agricultura e pecuária que cresce e cresce (intriga, diante desse fato, existir tantos brasileiros sem ter o que comer). E é desse setor que vem a pressão sofrida pelo relator do projeto Aldo Rebelo, pois uma vez aprovadas às novas medidas os ganhos econômicos nessas áreas seriam altíssimos (porém as perdas são irreparáveis). Sem querer parecer  mais um demagogo, é no mínimo lamentável o tal código editado pelo nosso “amigo”. Sabe de uma coisa? Eu não anistiei ninguém! Quando foi que o senhor Rebelo consultou a população a esse respeito? Quem desmatou ilegalmente tem que ser responsabilizado. E não me venha com essa de legalizar a destruição... É inaceitável que o interesse de uma minoria seja atendido em detrimento do bem estar da maioria. Tá bem, eu posso estar sendo ingênuo nos meus argumentos, já que o comodismo a muito passou a ser regra. Mas sinceramente, o povo brasileiro é de um egoísmo incrível... Tá levando no lombo, mas  ta lá de cabeça baixa resmungando pelos cantos. Olhando pro umbigo... “Eu vou é adiantar meu lado, o resto que se vire...”.  E nossos coronéis, que atualmente não são apenas do café, são também da soja, da cana, do gado entre outros, dizem amém.
         É incrível como um punhado de gente toma conta desse pais que é tão grande e que tem uma população de mais de 180 milhões de pessoas. E ainda se disfarçam de bons samaritanos preocupados com o futuro do país,  já que afrouxar as leis ambientais pode ajudar a aumentar a produção fortalecendo a economia, gerando assim mais empregos , diminuindo a desigualdade e erradicando a miséria e blá, blá, blá... blá, blá, blá... blá, blá, blá. E enquanto o povo se mata tentando levar vida de classe média (ganhando salário mínimo), e se acomoda, nossos queridos salvadores  se  alegram, pois um povo individualista e acomodado como o nosso (salvo exceções) não se revolta, não se organiza, e não transforma... E nessa a gente vai vendo novela, e big brother, e se rende a essa vidinha... E vai virando marionete... O bicho tá pegando minha gente, mas nos temos o poder de mudar... Mas é necessário acreditar nisso.
Nota: Nós elegemos deputados, senadores, vereadores e toda essa cambada pra nos representar... Não é só pra ganhar salário desproporcional  e superfaturar obra. Eles são eleitos para atenderem a interesses coletivos.  Assim sendo, temos o direito de cobrar. Cada um deles tem um email, e existem também centrais de atendimento para que possamos contatá-los e darmos opinião sobre as matérias votadas nas seções legislativas (links abaixo). Então minha gente, perturbe os deputados e senadores de seu estado... Mas não com bobagens, com reivindicações, sugestões, cobranças e até agradecimentos caso tenha feito algo de útil (coisa rara hoje em dia)... No final das contas é a obrigação deles.
                                         Preservemos! A natureza agradece!




Di Alencar

quarta-feira, 13 de abril de 2011

É o que há...




"Há quem decore a vida com a ponta da língua", ou com a ponta de um lápis, com um simples sorriso ou com um jeito de ser... Há que se fazer capaz de amar a vida e decorá-la da maneira que lhe for possível para que não venhamos a ver o sangue derramado e a história encerrada. Há que se valorizar o ser, pois ser é o caminho mais fácil e menos dolorido para quem pretende alcançar o ter. Há que se sonhar, pois o sonho é o motor da existência e através dele realizamos e vencemos. Há que se chorar as lágrimas necessárias e evitá-las quando o for conveniente, ou possível, ou necessário. Há que se respeitar a diferença e perceber que diferente é a regra... Ou alguém é igual o suficiente pra se sentir no direito de recriminar? Há que se respeitar o ser humano... Não somos coisas! Amemo-nos, não usemo-nos! Há que se valorizar a originalidade... Original não é o que faz o que nunca se fez, original é o que defende o que acredita, vive o que acredita, valoriza seus valores... Original é o que o é sem tentar ser o outro. Há que se aprender a viver! Mesmo sendo menino, tenho aprendido... Vamos tentar?

             Há que se decorar a existência! Há que se ser! Há que se viver! 
             É o que há...



Di Alencar

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Se eu fosse Rei baixava uma lei: É dever de todos viver em paz!!!



               Se eu fosse rei baixava uma lei: Criança não deve morrer! Não sei descrever a sensação que tive no momento em que vi a noticia na TV... “10 crianças morreram... Agora são 11 as crianças mortas... Já chegam a 13 as vitimas do massacre na escola no Rio de Janeiro”... E por ai vai! É triste! É revoltante! É lamentável... O que tá acontecendo? Hoje morreram 11 pessoas em um acidente na Go 150... Ultrapassagem perigosa. Um pai mandou os filhos de 13 e 16 anos matarem a namorada da filha... Homofobia que nada, isso é barbarismo... Semana passada, perdemos nosso colega/amigo Leonam por conta da irresponsabilidade no transito.
            Sabe em que o rapaz do massacre no Rio, os dois motoristas que citei e o pai que mandou matar a garota tem em comum? Nitidamente demonstram não serem capazes de valorizar a vida, nem a própria e muito menos a do próximo. Pergunto outra vez: o que tá acontecendo? Porque tanta violência? Qual o propósito disso tudo? O que estamos ganhando com tanta selvageria? Nada! Estamos perdendo... Perdendo colegas, amigos, familiares, vidas humanas!
            Crianças não devem morrer, jovens não devem morrer, adultos não devem morrer, velhos não devem morrer... Não de forma tão barbara! A morte deve ser um processo natural, ninguém tem o direito de decidir quem deve viver ou morrer. Vamos valorizar a vida, vamos respeitar a diferença, e principalmente tomemos providencias para que nossa sociedade não continue sendo uma fábrica de loucos.
Vamos viver em paz!!!


Di Alencar

quinta-feira, 24 de março de 2011

Aquelas Reflexões



      Certo dia ele acordou e ela o tinha deixado... Olhou pros lados e tudo estava em tons de cinza. Levantou-se, e seguiu arrastando-se em direção ao banheiro. A água corria pelo seu corpo e só, não fazia diferença. O cheiro do sabonete havia sumido, e seu reflexo havia sumido do espelho. Pegou qualquer roupa (as cores sumiram), vestiu-se e tomou seu café sem nem saber o que comia, pois nada tinha gosto nem cheiro. Ao passar pela porta foi golpeado pela sequidão dos raios do sol que estava...  Cinza? Sim o sol também perdera a cor.

            Buzinas e jornaleiros anunciando as manchetes faziam parte do cenário da cidade, porém nada lhe interessava (ou nada queria ouvir), as noticias no rádio não faziam sentido... Seus olhos olhavam em uma única direção.  O dia passou, morno, nada parecia animá-lo. E os dias foram passando, e os meses foram passando, e os anos foram passando e nada lhe interessava, não fazia planos, não olhava adiante, apenas vivia seus dias acinzentados um a um... Sempre do mesmo jeito.

            Conheceu pessoas, visitou lugares, mas a única coisa que ainda lhe tirava do seu estado de inércia era a lembrança dela, a vaga lembrança daqueles dias em que viveu a seu lado... Dos longos passeios de mãos dadas. Dos planos e projetos que fizera naqueles anos em que esteve com ela. Varias vezes teve a sensação de sentir sua presença, mas em seguida a frigidez de sua alma lhe fazia voltar a si. Era todo razão! Não ousava! Vivia dias minuciosamente reproduzidos.

            Certo dia acordou, olhou para os lados e nada encontrou como de costume, levantou-se e seguiu o mesmo ritual de todos os dias. Estava pronto para mais um dia... Tanto faz, pensou. Abriu a porta, estava de cabeça baixa, mas percebeu que alguém o observava, levantou a cabeça e uma lagrima escorreu em seu rosto ajoelhou-se, parecia não acreditar... Chorou como nunca. Tudo havia ganhado cor, cheiro e brilho novamente... Dali a pouco limpou os olhos cheios de lágrimas, levantou-se olhou para ela ali parada a sua frente abraçou-a – Onde esteve todo esse tempo? Porque me abandonou? Perguntou. Eu não te abandonei, foi você que me perdeu! Respondeu ela. Quem é ela? A Esperança.

            Sem esperança nada mais vale a pena, tudo perde o sabor e o brilho... Sem esperança o mundo fica sem cor e a vida sem sentido! Nunca perca a esperança e tudo será possível, por mais impossível que pareça.  

            Em dias como os que vivemos a esperança tem se tornado ainda mais importante. Como levantar e continuar sem ela? O mundo sofre... Não me refiro apenas as tragédias no Japão, mas também as que aconteceram e acontecem no Brasil, no Haiti, na Austrália e em tantos outros lugares do mundo. A natureza não é tirana! Ela não aparece apenas pra mostrar sua força a troco de nada. Tudo o que vem acontecendo nada mais é do que a lei da ação e reação... Todas as ações do homem estão sendo devolvidas na mesma intensidade! Ter esperança e continuar lutando no sentido de ao menos minimizar os efeitos das nossas próprias ações, é tudo que nos resta! Ter esperança de que vamos conseguir alcançar a sustentabilidade, que vamos acabar com a exploração do homem pelo homem e que vamos deixar de submeter nossos iguais a fome e ao descaso em busca de acumulo de riquezas... Volto a perguntar: quando tudo acabar, o que é que nós vamos fazer com o dinheiro? Construir casas de dinheiro? Comer dinheiro? Respirar dinheiro? Ou simplesmente pegar uma espaçonave e voar para marte?

            Tenhamos esperança de que um dia em algum lugar possamos ver o fim de tudo isso... Tenhamos esperança de que um dia poderemos finalmente viver em paz!




Di Alencar

sábado, 5 de março de 2011

Simples Cidade

Vai diminuindo a cidade
 Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mas sincero o bom dia

Mas mole a cama em que durmo
Mas duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso
[...]
(Pato Fu)


De repente me deu uma saudade da simplicidade! Saudade de comer fruta tirada do pé, de andar de pés descalços no quintal sentindo a areia entre os dedos, saudade de não me preocupar com nada e só viver, todas as horas, todos os minutos e segundos do dia sem me preocupar com o que vira! Saudade de brincar com o cachorro e rolar no chão com ele, saudade de sentar e só falar besteira e depois gargalhar até faltar o ar... Saudade de sentar na frente de casa com as pessoas queridas e apenas conversar conversas sinceras de gente que realmente se importa com a gente e se sente bem ao nosso lado. Saudade de olhar a Lua e de ver as estrelas, quem só viu o céu à noite na cidade , nunca viu o céu como ele realmente é! Saudade de acordar de madrugada e me perder na imensidão que é a noite escura e densa! Saudade de sorrir sem motivo só por estar ao lado de pessoas incríveis, saudade de contar estórias sentado no chão com os grilos cantando e nada mais...
Saudade da simplicidade do dia a dia, de tomar café olhando o orvalho na folha das arvores, saudade de comida feita no fogão a lenha, do silêncio perturbador e da mesmice entediante que agora me parece tão atraente... Saudade daquele bom dia verdadeiro do senhor que você nem conhece e do sorriso da criança brincando na rua! Saudade das longas conversas despretensiosas com os vizinhos ali ao pé da cerca... Saudade das galinhas soltas no quintal, saudade de sentar no batente da porta colocar a mão no queixo e ver a chuva escorrer pelas folhas e cair no chão, e aquele cheirinho de terra molhada, que saudade daquele cheiro... O asfalto cheira mal quando molha. Saudades da simplicidade e daqueles bons tempos que não voltam mais. Como éramos felizes e sabíamos disso! Hoje o sentimento que sinto é saudades... Saudades da tão valiosa simplicidade dos nossos dias!
“Algo simples, quero algo simples...”



Di Alencar

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aquelas Reflexões




Agora resolveram frear o crescimento do país sob o argumento de frear a inflação. Disse o senhor Ministro da Fazendo Guido Mantega: Nesse momento é prudente reduzirmos o crescimento econômico do país, para não corrermos o risco de experimentarmos um crescimento pífio no ano de 2011. O objetivo é frear o crescimento da inflação e aumentar o poder de compra do salário mínimo.
PÍFIO: adj. Baixo; grosseiro; vil.
            Baixo, grosseiro e vil senhor ministro é o descaso do Estado para com seus trabalhadores e pais de família, e com suas famílias, descaso deste nosso conjunto de poderes políticos para com sua nação e seus cidadãos. Pífia é a forma como este país vem sendo conduzido. Meus conhecimentos sobre economia limitados não me permitem fazer reflexões mais profundas sobre o assunto acima mencionado, porém o que consigo identificar claramente é que todos os dias surgem novas operações tapa buraco e releituras do que um dia foi chamado de política do pão e circo... Tornou-se comum nos noticiários reportagens sobre os chamados crimes do colarinho branco (o sistema de classes chegou até para os crimes), e na velocidade com que tais crimes são cometidos são também acobertados, rios de dinheiro são roubados, direitos são violados, retaliações, queimas de arquivo e por ai vai... Quem nunca ouviu falar do mensalão e do dinheiro nas malas, maletas, meias e cuecas?
Pagamos pesados impostos que teoricamente seriam utilizados e revestidos em melhorias para o beneficio geral, mas na realidade financiamos um sistema corrupto e extremamente caro e recebemos em troca algumas migalhas que nem as necessidades mais básicas é capaz de suprir... E quando a coisa aperta e é necessário cortar custos adivinhem quem é sacrificado? BINGO! O trabalhador assalariado e, por conseguinte todos aqueles que dependem financeiramente dele. Mas no final das contas tá tudo bem, afinal a seleção brasileira é penta campeã mundial de futebol e também nós somos brasileiros e por mais que sejamos injustiçados, roubados, injuriados e traídos não devemos desistir nunca... É brasileiro tem que agüentar tudo e não desistir nunca.
 ‘Deixa à vida me levar vida leva eu... ’
            Enquanto continuarmos deixando a vida nos levar, porque não devemos levar a vida tão a sério (afinal as dividas nem são tão grandes assim, da pra apertar e comprar uma TV nova), enquanto continuarmos alimentando uma ideologia extremamente consumista e alienante vamos continuar mergulhados nesse mar de lama. Somos cúmplices dessa vergonha... Sim! Cúmplices! Pois sabemos do que acontece, a maioria de nós tem consciência e sede a política do rouba, mas faz. Sabemos que muita coisa ta errada, mas continuamos sentados no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar... Eu não sei onde queremos chegar dessa forma!!!
Leia essa frase e veja se faz algum sentido pra você: ‘NÃO ACOMODAR COM O QUE INCOMODA!’



Di Alencar

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Viva morte... Morte viva...

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas
muito mais que lindas
essas ficarão.

(Carlos Drummond de Andrade)


A vida se encerra tão de repente que nem dá pra perceber né... Outro dia ouvi um especialista falando o contrario, segundo ele o corpo chega a levar até 12 horas pra morrer completamente (em caso de morte natural), o último suspiro e o fechar dos olhos seriam apenas os eventos finais de um processo. Ainda assim me parece assustador morrer... Pra onde vamos? Vamos pra algum lugar? E se formos o que faremos por lá? Eu ainda num aprendi nem a viver aqui, um lugar que julgo conhecer (minimamente claro).

A morte é sempre representada por um sei lá o que vestido de preto e com uma foice na mão, geralmente num ambiente mal iluminado e tenebroso... Será que é sempre assim tão assustador? Infelizmente não tenho essa resposta! O que sei é que embora as pessoas tenham inevitavelmente que ir fisicamente pra sei lá onde, em minha opinião, elas não morrem... Pelo menos não no lugar mais importante, em nossos corações!
Infelizmente é condição da vida que nossos corpos tenham que ‘morrer’, mas todos aqueles que ‘perdemos’ continuam dentro de nós, continuam próximos. Isso é meio mágico! Já pararam pra pensar nisso? Ao mesmo tempo em que a morte nos parece assustadora, cruel, injusta, prematura ou triste ela causa em nós algo tão mágico...
‘Morrer faz parte da vida’ e não devemos tentar entende-la (pelo menos em meu entendimento), acredito que não seja possível... O que acho que vale a pena tentar é achar algo de positivo nesse evento e nos atarmos a isso firmemente! Construir uma ‘nova vida’ em que a pessoa amada deixa de estar fisicamente presente e passa a estar emocionalmente presente ou até espiritualmente presente. Que possamos usar nossas lágrimas para construir degraus em nossas vidas e armaduras para proteger nossas emoções... Construir muralhas também é uma forma de proteção, porém elas obstruem nossos horizontes e corremos o risco de estagnar por não termos a fonte de alimento de nossos sonhos nos mostrando o que nos espera se continuarmos firmes a caminhar...
Se uma perda derrubou você, reerga-se, construa degraus e continue a subir... Admirando o belo horizonte que nos espera...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aquelas Reflexões


O circo está armado meus queridos e infelizmente nós somos os palhaços. A gente acaba rindo pra não chorar de fato! A bola da vez é o salário mínimo; uns defendem 545 reais, outros 560 e outros ainda 600 reais. Qualquer dos três valores não passaria de 10% de aumento. Entendo que esses valores dependem da arrecadação pública. PIB associado à inflação e toda essa matemática maluca que a mídia não faz a menor questão de esclarecer, pra que continuemos na ‘ignorança’ (imagino).
            Segundo os especialistas o aumento que provavelmente será aprovado na votação de logo mais (545 reais) custaria ao governo algo em torno de 900 milhões de reais este ano. Realmente é muito dinheiro... De onde sairia toda essa grana? Tarefa difícil. Alias, de onde saiu o dinheiro para cobrir o aumento do salário dos deputados ? Salário esse que foi de 16.500 para 26.700 mil reais (61% de aumento)... Segundo informações fornecidas no site contasabertas.com, no orçamento aprovado e sancionado pela presidência da republica destinado aos gastos da câmara dos deputados o governo disponibiliza no ano de 2011 apenas 4.227.184.594 reais... Pode olhar outra vez, eu também tive dificuldade em acertar o valor, não to acostumado a ler quantias em bilhões com freqüência. Mais do que justo não acham? Apenas 61% de aumento... É mesmo um absurdo pessoas que trabalham tão duro como nossos excelentíssimos (3 dias na semana é quase desumano), ganhar uma mixaria como a que ganhavam (16,5 mil reais num da pra nada).
            Mas e o trabalhador assalariado? Aquele que trabalha em média 8 horas por dia, 5 vezes por semana (ou até mais) e ganha 542 reais? Paga aluguel, energia, água, gás, compras do mês, roupas, calçados, colégio dos filhos... E ainda tem o lazer... É possível? Acho que 3 reais de aumento é mais do que justo mesmo! Imagine quanta coisa é possível fazer com 3 reais. Quem é excelentíssimo de fato? Esse guerreiro que trabalha de sol a sol e ganha uma ninharia, ou nossos ilustres representantes que não precisam nem se quer entender o que lêem?
            Confesso que economia não faz parte do meu rol de habilidades, mas convenhamos que absurdos como esses não sejam tão difíceis de serem percebidos. A verdade é que nossos excelentíssimos e ilustres representantes governam e legislam para si e em prol de atender a seus próprios interesses, e não o do povo como a constituição prevê (e como eles repetem exaustivamente na propaganda eleitoral). Lutar por nossos direitos é a única coisa que podemos fazer, porque se não fizermos isso por nós ninguém mais fará. Temos que parar de fingir que não vimos e se manifestar! Se tiver peito e disposição, junte algumas pessoas, faça faixas e cartazes e vá pra rua reivindique! Ou se preferir fale, discuta, escreva... O importante é manifestar sua opinião e sua indignação. Não estamos satisfeitos e precisamos tornar isso público! Pode ser que não consigamos mudar o mundo, mas não devemos parar de tentar.


Di Alencar

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Liberté




Liberdade! Liberdade! Liberdade! Liberdade! O que seria realmente liberdade? O que fazer para conquistá-la? Como vivenciá-la? Como garanti-la?  Hoje, dia 11 de fevereiro de 2011 os telejornais anunciam: ‘Líder do Governo egípcio deixa o poder’. Pela manhã o Governo do Egito afixará finalmente e oficialmente a placa Em breve sob nova direção e diante de todo o frenesi causado por esse fato o povo finalmente percebe uma possibilidade real de alcançar a liberdade. Até que ponto?
Não sou um conhecedor profundo dos assuntos que envolvem política e principalmente em se tratando de política internacional. Ainda assim me atrevo a tecer alguns questionamentos... Estaria mesmo o povo egípcio caminhando rumo à liberdade? Liberdade política talvez sim!?! Mas seria isso suficiente? Não pretendo responder a todas essas perguntas, até porque não tenho as respostas, mas tenho algumas considerações para refletirmos.
Pensemos juntos! E agora pensemos a partir do que conhecemos, ou pelo menos deveríamos conhecer... O Brasil é um país livre? Oficialmente sim certo? Mas coloco agora um ponto de vista: nossos representantes são escolhidos por meio de votação popular e direta, portanto o voto é um direito segundo a constituição. E, em minha opinião um dever (com cara de obrigação)... Não me considero livre sob o prisma eleitoral desse modo.
A política sempre nos oferece infinitos exemplos (ou maus exemplos) seja qual for o tema, mas sigamos noutro sentido... O Brasil é um país livre! Porém cidadãos de bem que trabalham de sol a sol, pagam seus impostos e vive em comunidades (ou favelas como queiram) muitas vezes são obrigados a pagar taxas para nossos nobres milicianos, que se valem do treinamento que recebem para servir a população, para terem ‘segurança’ (mas se num pagar mete chumbo)... O Estado gastou alguns milhares de reais na formação desses policiais e paga a eles para que façam esse serviço, e eles cobram taxas de novo? E ainda matam que os contraria ou fica no seu caminho? Quem são os criminosos a final? Tô confuso! Ah, sem falar na taxa do gás, na porcentagem dos comerciantes... Liberdade? Sei não hein!?!
Ah, e o Pará? Faz parte do Brasil, um país livre e desse modo goza da mesma liberdade certo? Vejamos... Lembra do Chico Mendes? E da irmã Dorthy Stang? Mortos! Assassinados friamente, e por quê? Porque exerceram seu direito a  liberdade de expressão, a liberdade de poder lutar contra a impunidade e contra os desmandos dos senhores feudais da nossa ‘terra sem lei’. E onde estão os responsáveis por estes crimes? Livres? Como é possível? Ah é verdade... Estamos em um país livre, e aqui se você possuir dinheiro e influencia você pode fazer o que bem entender e continuar livre, pode violar o direito do próximo, inclusive o direito de viver. E depois ficar Livre para ir e vir e matar outras pessoas que ousem achar que tem o direito de contrariá-los e de enfrentá-los.
_ Quem é esse ai pra achar que tem direito de me enfrentar... Quem ele pensa que é pra achar que tem liberdade para desmascarar minhas falcatruas? Que absurdo! Tião, tenho um serviço pra tu!
            E Castanhal hein? Ah, Castanhal fica no Estado do Pará que por sua vez faz parte do Brasil, que é um país livre! Somos livres então! Eu não afirmaria isso com tanta certeza... Somos livres em partes. A criminalidade cresce numa velocidade assustadora em nossa cidade, a gente sai de casa apreensivo com a possibilidade de ser assaltado na rua, ou de voltar pra casa e não encontrar suas coisas, ou de entrar no banco e um trabalhador que deu duro o mês inteiro pra receber o salário que sustenta sua família ser chamado de vagabundo aos berros por um assaltante, e isso se esse trabalhador num for você. Tudo isso sem falar nos assaltos a ônibus e vans, ah as vans... Ontem três jovens fizeram algumas pessoas refém numa van aqui em Castanhal. Daquelas que só víamos na TV... Pois é, agora ta acontecendo por aqui também.
            Temos mesmo liberdade? Somos realmente livres? Jovens empunhando armas, roubando, matando... O Brasil, que é um país livre desde 1985 está formando uma juventude aprisionada, uma sociedade aprisionada e desacreditada diante de tanta corrupção, violência, impunidade... Aprisionados! Pergunto mais uma vez: somos realmente livres? Até quando viveremos assim?
            E você o que pensa dessa tal liberdade?

Di Alencar

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sobre o inverno...


Inverno! Tenho enfrentado um forte inverno ultimamente... O inverno de minha alma. Tem sido um daqueles períodos bastante difíceis sabe... Ora são aquelas tempestades devastadoras com ventanias intermináveis, noutros momentos nevascas muito intensas e mais comumente uma fina e afiada chuva de canivetes... Sim canivetes! Daqueles suíços sabe?! Caem dentro de mim e causam pontadas irritantemente agudas e doloridas.
            A caminhada é difícil, pois quando não está alagado tem neve até a canela. E já imaginou como deve ser incomodo caminhar sobre canivetes? Sol? Sim, às vezes. Tem sido bastante raros dias inteiros de sol, e por isso tenho aproveitado ao máximo. Às vezes faz muito frio e no momento num tenho agasalho suficiente... Ai faço uma fogueirinha, mas nunca dura a noite toda.
É bem difícil enfrentar invernos com poucos recursos, sempre acaba faltando alguma coisa, então a alternativa é sair e procurar algo mais. Procurando sempre é possível encontrar uma coisinha aqui outra acolá... Mas dura pouco o que me obriga a fazer incursões diárias, isso é bom porque me mantém ocupado... Excesso de pensamento acaba piorando as condições do tempo.
Quando a chuva tá muito forte sento e pego um livro pra ler, ajuda a acalmar as coisas.  Mais difícil é que sempre que saio pras incursões acabo me perdendo, já fiz mapa e tudo, mas não tem jeito porque sempre se ergue uma geleira onde não havia nada, ou um precipício no que foi planície... Prejuízos? Tempo! Perco tempo procurando o caminho de volta, mas sempre acabo achando e o curioso eé que o sol sempre aparece quando chego.


Di Alencar