"Que as luzes se acendam e que a gente possa brilhar*..." Brilhar no espetáculo da vida, e que nossa existência seja regada a muitos sucessos e nunca deixemos de lutar pelo que acreditamos... "Me atiro do alto e que atirem no peito, da luta não me retiro*..."
*Trechos de músicas dos artistas Vander Lee e Fernando Anitelli






sábado, 5 de novembro de 2011

Olhos encantados



            Já nasci poetizado! Faço poesia o tempo todo... Não aquela poesia que se escreve... Não, nunca tive essa pretensão (nisso eu apenas me aventuro toscamente)!  Me refiro a poesia da vida! Nessa sim tenho profundidades... Deus me deu a graça de ver poesia em tudo... Poesia tá numa pedra tortinha que rola no chão, no olhar de uma criança (essas são especialistas no assunto), no cantar de um grilo, no vôo de uma borboleta, no balançar das arvores quando tocadas pelo vento... Eu tenho poesia nos olhos!  Já poetizei vira-lata de rua, árvore seca (elas são lindas), formiga... E não tem hora e nem lugar, num piscar de olhos o mundo se pinta todo de poesia e ascende... O que é rasteiro se celesta e começa a brincadeira! A lua é minha parceira de ‘crime’, vez por outra aparece e a gente sai revirando as coisas do avesso... Dia desses ficamos escondidinhos olhando o vento namorar as folhas das árvores... As folhas se riam a cada caricia do vento e aplaudiam a cada vez que ele passava! E de uma hora pra outra se puseram a dançar pra lá e pra cá... A lua sorriu... Achei legal! Ai o mundo se acinzenta algumas vezes, mas a tristeza humaniza e aguça a inspiração... E sigo fazendo poesia... Queria eu poder escrevê-las da forma exata que as vejo, não acho possível... Talvez nem todo o talento literário conseguisse transmitir a beleza dos momentos que poetizei/poetizo...

                                                            ...


        
               Com meus olhos encantados encantei o mundo inteiro!




Di Alencar


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Hoje é dia de viver!




“Vida louca vida, vida breve...”


Vocês sabem que dia é hoje? Não acredito. Tenta um pouco mais... Ainda não lembrou? Certo, eu conto... Ora, hoje é seu dia, é meu dia, é o dia de todos nós... “Ah, achei que fosse aniversário de alguém ou alguma data comemorativa.” E quem falou que o dia de hoje não deve ser comemorado? É claro que sim, levante-se, vá até a rua, olhe o céu, e as pessoas e as coisas, apreciemo-nas. Comemore, pois hoje é seu dia de viver, é mais um dia para se viver, quem sabe quantos mais teremos (Deus queira que muitos). Parabenize-se! Olhe-se no espelho, sorria pra si e diga: Parabéns por mais um dia, eu te amo! Quantas vezes você já disse pra si que se ama, a quanto tempo você não para pra se cuidar um pouco? Que tal hoje... E se estiver feliz que maravilha, transborde essa alegria e contagie quem o cerca... E se você está triste transborde-a também, não a guarde pra si, não cometa esse erro. A tristeza e a alegria são sentimentos que quando nos preenchem tem o habito de escorrer pelos olhos, então não os impeça. Sorria para o sol e se estiver nublado saúde as nuvens, e se te chamarem de louco ria! Não se refreie diante do preconceito alheio, viva sem medo de ter medo! Seja feliz e se permita ser feliz... E se não for possível, chore até esvaziar sua tristeza e se sentirá bem melhor no dia seguinte, talvez até seja chamado de louco ao ser pego dando bom dia ao sol! Seja um bobo, eles são mais felizes! Acredite, eu sei! Se distraia de vez em quando, esqueça de alguma coisa, utilize-se do direito de ser imperfeito... Máquinas têm a pretensão de serem perfeitas... Como são chatas as maquinas! Cometa erros e aprenda com eles, é bem mais produtivo que tentar não cometê-los e ser dominado pelo medo. É simples, é só ser feliz e ficar triste e chorar e sorrir e amar e viver... E quando complicar, siga em frente sem medo que já já descomplica!




Di Alencar

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Existenciamentos



Vivo por ai ladeando as existências que ‘criei’ pra mim. Tentando compartilhá-las, comungá-las, entende-las até. Entender é por vezes mais trabalhoso, então me dedico um tanto mais a ladear tudo, pra poder observar hora dessas. Numa passada de vista notei que existo em preto e branco... Sabe caminhante assim, sem rumar pra qualquer lado. Despreocupado, estanque, sem maior destacamento especial... Perambulante (realmente, tem dias que tanto faz)! Existo também em tons de sépia... Nostálgico, observante, apaixonado... Comtemplante! Ai tem dia que o vermelho me acena, e saímos por ai de mãos dadas manchando as outras cores, pra ver o resultado...  Dia desses me sujei de branco, pra ver no que é que dava. Será que alguém me viu? Tomara que não. Outro dia resolvi brincar de ser palavra, e fui de lá pra cá me escrevendo em tudo. Foi divertido! E é assim, acordo e elas me convidam pra uma nova viagem... Ontem fui música! Me cantei o dia inteiro, até perder a voz e adormecer... Hoje fui convidado a brincar de poesiar, achei legal! To palavreando tudo até agora... E percebi que a poesia limpa os olhos, coloriu meu dia logo cedo... Olhos coloridos ajudam a palavrear as coisas e as pessoas. Tive a idéia de acordar azul amanhã, e talvez eu acorde... Ou talvez tudo fique preto e branco... E se ficar eu não preocupo, porque hora dessas ‘alguém’ me acena e chama pra brincar... Seja como for eu vou por ai Ladeando meu existir e buscando uma forma de melhor vivê-lo... Talvez eu consiga!


Di Alencar


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Uma noite dessas...





Olhando pro céu essa noite me dei conta que há muito tempo não paro um pouco pra sentir a vida... Sentir o cheiro da noite, o som dos aplausos de minhas árvores vizinhas toda vez que a lua sai e sentir a força da lua (e cá pra nós, como e forte e maravilhosa a lua).  Olhei pro céu essa noite e o que vi foi a lua graciosa e solitária se aproximar daquela estrela numa tentativa talvez de conjecturar sobre o motivo do sumiço das suas companheiras. Fiquei a observar tentando ouvir sobre o que conversavam... Falavam baixo, não consegui ouvir. Perguntei pra lua onde tava todo mundo, ela não soube responder. E de repente me deu uma saudade daquele dia, aquele único dia em que acordei no meio da madrugada, sai de casa e olhei o céu ainda escuro... A imagem mais linda que meus olhos já viram... Senti-me tão privilegiado aquele dia, todas aquelas estrelas regidas pela lua que parecia maior naquela ocasião.  Ah que saudade da simplicidade do interior!

[...]

            Olhei através da janela essa noite e vi o céu todo pintado de solidão...



Di Alencar



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tá difícil....




                      Ta difícil acomodar... O bem estar que a poesia me trás tá me faltando... O estomago embrulha, a cor perde contraste... Se você sente o mesmo quando olha pra esse mundo que a gente vive, pelo amor de Deus grite, mesmo que em silêncio caso contrario corre o risco de sufocar! É gente se matando por dinheiro por (pseudo) amor, por ódio, por interesse... A vida não tá valendo muito coisa por esses dias, tá ficando repetitivo nos meus textos, mas alguém me responda: quando nós vamos perceber que a vida (tanta a nossa quanto à alheia) é importante, e que precisamos valorizá-la acima de tudo? Quando é que nós vamos passar a nos respeitar e parar com essa mania inconsequente de se importar apenas com o próprio umbigo? Tô desenvolvendo um asco por telejornal e não vai demorar muito pra isso se transformar em intolerância... E não é só pelos telejornais, mas pela TV em geral (principalmente a aberta). Noventa por cento do que é transmitido hoje se resume a lixo, superficialidade e alienação. Vão drenando a capacidade que temos de nos organizar, de reivindicar e vai tudo sendo substituído por um comodismo revoltante... Porque povo desunido é mais fácil de ser vencido. Não tá tudo perdido, ainda existe uma fagulha acesa dentro de nós. Um bom exemplo foi a cena do hino nacional sendo cantado por quarenta mil vozes lá no mangueirão, foi realmente emocionante e chamou a atenção de todo o país, mas que tal se nós drenássemos aquela energia também para outros tipo de manifestações públicas? Se quarenta mil pessoas saíssem a rua todos de verde e amarelo cantando o hino e reivindicando o que nos é de direito, como educação de qualidade, saúde, moradia, segurança e tantas outras coisas que estão completamente sucateadas e esquecidas. E que fossem 40 mil no primeiro dia, e 100 mil no segundo e 500 mil no terceiro e 1 milhão e assim por diante... Garanto que alguém teria que nos ouvir! Façamos como os trabalhadores franceses em 2010, que diante das decisões arbitrárias do governo em relação as leis trabalhistas, saíram as ruas para protestar, primeiramente 5 mil, no dia seguinte já eram 50 mil e assim foram até que em poucos dias já eram milhões de trabalhadores nas ruas em protesto (pacifico sem quebra-quebra). E se fizeram ouvir! O governo se viu obrigado a recuar de suas decisões. Os correios estão em greve, os professores e os bancários também e o que é que o povo diz? Que é uma cambada de vagabundo que num quer trabalhar e ficam prejudicando os outros... Vamos ter um pouco mais de sensibilidade.  Fico indignado com estes que se deparam com manifestos populares e protestos e debocham ou fazem pouco caso, e não percebem o quão hipócritas e indiferentes estão sendo consigo mesmos, já todas essas questões são de interesse coletivo. Rogo pra que nunca percamos a esperança, pois so ela pra nos dar força pra continuar em momentos como esses.


"Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários..." Caio Fernando Abreu


Di Alencar

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Aquelas Reflexões





“Agora é assim, de um lado a poesia o verbo a saudade. Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo e incerto, depende de como você vê...”


É incrível como algumas poucas frases podem nos trazer de volta ao chão... Um conjunto mal estruturado de palavras e pof... Você vai ao chão como um pássaro atingido durante o voo. Então você lembra como o solo é duro e como estava despreparado para encarar um pouso de emergência, tão despreparado que você simplesmente não pousa, cai. Quem nunca esteve voando por ai quando foi atingido por aquela frase hedionda ou mesmo por aquela única palavra que de tão solitária e aguda não te permite reação... Você apenas se sente vazio, o chão some e no segundo seguinte retorna de tal forma que faz latejar os pés... Dor... É exatamente disso que se trata. Dói! E por doer, dilacera... E por dilacerar arrefece... E por arrefecer desencoraja... E por desencorajar se autodestrói. Por isso quero lhes contar um segredo: dói, mas não mata! E é nesse exato momento que continuar sofrendo se torna uma escolha. Levar uma rasteira e cair está aquém de sua vontade, mas continuar no chão ou levantar, isso é escolha sua. Diante da dificuldade há quem sente e chore, eu prefiro seguir caminhando... É possível chorar e andar ao mesmo tempo.


Nota de um observador : Dia desses alguém me disse: “cara teu blog é legal, mas tu escreves cada coisa que num tem nada a ver.” Questão de ponto de vista! Meus textos são minha válvula de escape, quando algo está cheio e não tem vazão, esse algo explode... Eu escrevo.


Eu ia explodir, mas eles não vão ver os meus pedaços espalhados por ai.”


Di Alencar

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A voz do silêncio...

       

         Essa mania de conversar com o silêncio engrandece... Sábio, muito sábio! Como diz Manoel de Barros “só as coisas rasteiras me celestam...” Algo mais rasteiro e celeste que o silêncio? Um conselho? Dê valor ao seu silêncio, pois o mundo não silencia... Amo a música das coisas, do mundo, mas preservo meu silêncio, sempre! O silêncio me reflete, me pensa, me torna ser que é. O silêncio me questiona e me responde. O silêncio me revela, me transborda, me refaz... Meu silêncio me constrói... O silêncio me continua! O silêncio me alimenta a idéia... Ele é reticente, sua maior característica talvez... É no silêncio que me perco! E quando descobri que é me perdendo que me encontro, fiz do silêncio a minha lei... E quando o cantar da existência atormenta é no silêncio que me refugio! No entanto tenha cuidado, use o silêncio a seu favor, não deixe que ele o aprisione...





Di Alencar

sexta-feira, 13 de maio de 2011



“O céu já foi azul, agora é cinza e o que era verde aqui já não existe mais...”

            É bom lembrar-se bem desses singelos versos escritos por Renato Russo, pois em um futuro não muito distante talvez tenhamos que agregá-los ao hino nacional. Porque o que era verde aqui, desaparece diuturnamente  e numa velocidade absurda. E agora a notícia é o código florestal, que pretende dar mais abertura para que a devastação continue. E por quê? Pra que? Para atender a demanda comercial da agricultura e pecuária que cresce e cresce (intriga, diante desse fato, existir tantos brasileiros sem ter o que comer). E é desse setor que vem a pressão sofrida pelo relator do projeto Aldo Rebelo, pois uma vez aprovadas às novas medidas os ganhos econômicos nessas áreas seriam altíssimos (porém as perdas são irreparáveis). Sem querer parecer  mais um demagogo, é no mínimo lamentável o tal código editado pelo nosso “amigo”. Sabe de uma coisa? Eu não anistiei ninguém! Quando foi que o senhor Rebelo consultou a população a esse respeito? Quem desmatou ilegalmente tem que ser responsabilizado. E não me venha com essa de legalizar a destruição... É inaceitável que o interesse de uma minoria seja atendido em detrimento do bem estar da maioria. Tá bem, eu posso estar sendo ingênuo nos meus argumentos, já que o comodismo a muito passou a ser regra. Mas sinceramente, o povo brasileiro é de um egoísmo incrível... Tá levando no lombo, mas  ta lá de cabeça baixa resmungando pelos cantos. Olhando pro umbigo... “Eu vou é adiantar meu lado, o resto que se vire...”.  E nossos coronéis, que atualmente não são apenas do café, são também da soja, da cana, do gado entre outros, dizem amém.
         É incrível como um punhado de gente toma conta desse pais que é tão grande e que tem uma população de mais de 180 milhões de pessoas. E ainda se disfarçam de bons samaritanos preocupados com o futuro do país,  já que afrouxar as leis ambientais pode ajudar a aumentar a produção fortalecendo a economia, gerando assim mais empregos , diminuindo a desigualdade e erradicando a miséria e blá, blá, blá... blá, blá, blá... blá, blá, blá. E enquanto o povo se mata tentando levar vida de classe média (ganhando salário mínimo), e se acomoda, nossos queridos salvadores  se  alegram, pois um povo individualista e acomodado como o nosso (salvo exceções) não se revolta, não se organiza, e não transforma... E nessa a gente vai vendo novela, e big brother, e se rende a essa vidinha... E vai virando marionete... O bicho tá pegando minha gente, mas nos temos o poder de mudar... Mas é necessário acreditar nisso.
Nota: Nós elegemos deputados, senadores, vereadores e toda essa cambada pra nos representar... Não é só pra ganhar salário desproporcional  e superfaturar obra. Eles são eleitos para atenderem a interesses coletivos.  Assim sendo, temos o direito de cobrar. Cada um deles tem um email, e existem também centrais de atendimento para que possamos contatá-los e darmos opinião sobre as matérias votadas nas seções legislativas (links abaixo). Então minha gente, perturbe os deputados e senadores de seu estado... Mas não com bobagens, com reivindicações, sugestões, cobranças e até agradecimentos caso tenha feito algo de útil (coisa rara hoje em dia)... No final das contas é a obrigação deles.
                                         Preservemos! A natureza agradece!




Di Alencar